Páginas

sábado, 7 de abril de 2012

Julgamento



REFLEXÃO

"A natureza humana é pródiga em análises superficiais,
especialmente quando o objeto de análise circunscreve-se a atitudes alheias."

Vladimir Ávila, Diferenças não separam, pág. 105.



TEMA/CONTEÚDO

Evitar a formação de conceitos exteriores, feitos de maneira apressada, devido a pouca informação que temos do todo.


DESENVOLVIMENTO:

Sugestão 1: As aparências enganam.

Um velho já muito cansado, sem poder mais trabalhar,
saiu pedindo uma ajuda, para poder se alimentar.
Descalço, sujo, mal vestido, com vergonha da situação,
fez seu primeiro pedido na casa de seu João
Seu João , homem religioso, vivia nos cantos a rezar,
devia ser caridoso, com certeza iria ajudar.
Mas, seu João olhou-o bem, e disse com ar de gozador:
_Para bêbado aqui nada tem, só para homem trabalhador!
O velho então chateado, saiu já cambaleando,
pois de tanta fome o coitado, nem andar estava aguentando.
Encostou-se ao pé do muro, da casa do seu José,
que tem fama de pão-duro, não dá a ninguém nem café.
Mas, seu José ao ver o velhinho, foi logo se aproximando,
olhou-o com todo o carinho, e assim foi lhe falando:
_Minha casa não tem riqueza, nem vivo por aí me mostrando,
mas sem dúvida na minha mesa, há sempre comida sobrando.
O velhinho olhou-o agradecido, com os olhos cheios de luz;
e disse enternecido:
_Na sua casa também mora Jesus.


Sugestão 2: Os quatro cegos e o elefante.

Um viajante na Arábia montando um elefante, encontrou-se com quatro cegos.
Cada um deles quis saber o que era um elefante.
O primeiro apalpou a tromba do animal e concluiu que o elefante era um tubo roliço e flexível.
O segundo tocou-lhe as enormes orelhas e achou que o elefante era uma espécie de chapa.
O terceiro puxou-lhe o rabinho e disse que o elefante era parecido com uma corda.
O quarto cego tentou abraçar-lhe a volumosa barriga e opinou que o elefante era uma espécie de barril.
Não será por isso que há tanta discórdia no mundo?
As pessoas analisam uma parte e tiram a conclusão sobre o todo.
Julgam pelas aparências, sem interessar-se, muitas vezes, pela verdade.
Preferem acreditar no que lhes é mais conveniente.




VERIFICAÇÃO/FIXAÇÃO:

Caixas de presentes

Levar várias caixas, de diversos tamanhos. Algumas estarão embrulhadas com papel de presente, muitos laços e fitilhos. Outras caixas estarão embrulhadas com papel bem simples (de preferência que não seja próprio para presentes), demonstrando a pobreza do embrulho. Dentro de cada caixa deve ser colocada uma mensagem; umas construtivas, de amor, esperança,, estímulo, carinho e outras mensagens sem conteúdo significativo ou que causem desagrado. Estas mensagens serão distribuídas aleatoriamente pelas caixas. Cada criança abrirá um "presente" e lerá em voz alta o que diz a mensagem, observando se aquilo que se vê por fora é igual ao que tem por dentro.



Ilusão de óptica

Preparar um canudo de 30 cm de comprimento por 2,5 cm de diâmetro. Colocá-lo diante do olho esquerdo, segurando-o também com a mão esquerda. Colocar a mão direita aberta, a uma distância de 15 cm, aproximadamente, em frente ao olho direito e encostado no canudo. Olhar com os dois olhos abertos.

Apostila de Evangelização Infanto-Juvenil - 10 à 11 anos.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

SEMANA SANTA





O que é a Semana Santa?

Definição:

A Semana Santa é um período religioso do Cristianismo e do Judaísmo que nos faz lembrar a subida de Jesus Cristo ao Monte das Oliveiras, a sua crucificação e a sua ressurreição.

Deve ser um período de reflexão.


O significado

Quinta-Feira Santa:

Esse é o dia em que é relembrada a última ceia de Jesus com seus discípulos.


É também o dia em que Cristo lavou os pés de cada um de seus seguidores.


Sexta-Feira Santa:

À tarde apresenta o drama da morte de Jesus Cristo, sua morte e crucificação. As pessoas costumam, em sinal de respeito, não comer carne.



Sábado Santo (de Aleluia):

Uma forma de acompanhar a morte de Jesus e esperar sua ressurreição. À noite acontece a vigília pascal, ou seja, os cristãos passam a noite rezando, esperando o grande dia: a Páscoa.

Domingo de Páscoa:

Mais conhecido como o dia de Páscoa. Jesus vem nos mostrar que a vida é eterna.



Atividade

Pegar saquinhos plásticos e dentro colocar um pedaço de pão (utilizei o Bisnaguinha) dentro de cada um.

Dizer as crianças para levarem para casa, mas não poderão comer sozinhos, terão que dividir, ou seja, dar um pedaço para cada um: mãe, pai, irmão, avô...

Assim como Jesus repartiu.


domingo, 25 de março de 2012

AMOR A DEUS



INTRODUÇÃO

Apresentar uma cesta com papeizinhos dobrados, pedindo que cada um tire o seu.

Obs: Os papéis serão tantos quantos forem os presentes, mas apenas três terão uma quadrinha escrita.

1. Não te mostres pessimista,
Por que quando a dor te balança
E o mal te empurra para baixo
Deus te segura e levanta
(Adaptação - Soares Bulcão)


2. Nunca percas a fé,
Mesmo que estejas sozinho.
Quem se afasta de Deus.
Não acha o próprio caminho.
(Adaptação - Artur Caudal)


3. Verdade que nós devemos
Examinar com carinho:
Deus nos ampara e protege,
Como faz com as aves sem ninho.
(Adaptação - Antônio de Castro)

FONTE: Idéias e Ilustrações: Francisco Cândido Xavier.

Comentar sobre os versinhos e lembrar que Deus criou tudo porque nos ama. E nós, amamos a Deus? De que maneira?

Falar sobre uma menina chamada Suzana que amava muito a Deus, nunca deixando de agradecer a Ele por tudo que lhe acontecia.


DESENVOLVIMENTO

1. Narrar a história de Suzana.
2. Ouvir os comentários a respeito da narrativa.




3. Distribuir as atividades anexas, para que sejam desenvolvidas pelas crianças.

















O Melhor é Viver em Família - Série Evangelização no Lar.

domingo, 18 de março de 2012

O Ponto de Vista.




"Quando o ser humano entende que, apesar da vida material ser importante, a vida espiritual é o destino de todos, ele modifica seu ponto de vista sobre os valores da vida terrena.
Aos poucos vai entendendo que as dificuldades da vida são da maioria das vezes, oportunidades de aprimoramento..."


Do livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo para a Infância e Juventude. Vol. 1




O Ponto de Vista.

Objetivo: Levar a conclusão e ao raciocínio dos jovens, que a fé espírita é raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, por isso, nenhuma dúvida deixa;

Sensibilizar-se para o estudo sobre a vida futura;

Entender o por quê das atribulações e como encontrar paz diante do sofrimento;



*A fé inabalável

Pontos a serem analisados:

O que é fé? Alguém já ouviu falar nessa palavra? Fé é ter certeza, quando acreditamos em algo do fundo do nosso coração.

Só que a fé tem que ser pensada, antes de entrar para uma religião, por exemplo, devemos estudar, entender para depois acreditar.

-A Doutrina Espírita, essa que estamos estudando nos explica de forma clara, o porquê as coisas acontecem. Ex: Porque uns passam fome e outros não? O que o ser que sente fome hoje, fez para passar por essa situação. Será que ele não jogou o alimento fora na vida anterior? Pode ser que sim. Nada é por acaso. Não é fácil de entender?

Qual o seu sonho? O que você quer ser quando crescer? Você acha que vai conseguir? Por que? Se disser sim você tem fé, ou seja, acredita em si mesmo.

Ex: Faço parte de uma equipe na escola e tenho certeza que vamos ganhar, quando acreditamos em Deus e seus ensinamentos e acreditamos que esse é o melhor caminho a ser seguido.

Nós falamos muito na existência de Deus. Como sabemos que ele existe? Basta olharmos a nossa volta e ver toda a beleza de sua criação, o nosso corpo humano perfeito: cada órgão tem um trabalho a fazer, a árvore que nos dá sombra e o alimento, o sol para iluminar e nos aquecer... Pedir mais exemplos.

- O que faz a nossa fé quase se apagar?

- Algum de vocês já fez uma oração com tanto sentimento?

-Alguém conhece um caso de doente que melhorou por efeito da fé e da oração?


A nossa fé não pode ser cega, sem enxergar, ou seja, acreditar em tudo o que ouvem, sem procurar conhecer. Ex: se o seu amigo dizer que existe um sol azul, você acreditaria ou procuraria estudar para saber se é o certo?

Para ter uma fé pensada, devemos estudar.

A Doutrina Espírita nos explica muitas coisas através do estudo, e é para isso que estamos aqui todos os sábados, não somente para ouvirmos e acreditarmos. Devemos tirar nossas dúvidas, entender tudo o que ouvirmos, para depois podermos explicar a quem nos perguntar.

Explicar que a fé é como uma luz que a gente tem que manter acesa.O que pode fazê-la apagar? Deixar que respondam: O vento.


Explicar que existem muitas coisas no mundo que testam a nossa f: as dificuldades, as tristezas, doença, dor, perda de parentes... são como se fosse o vento tentando apagar a nossa fé.


Quando ficamos doentes temos certeza que vamos melhorar? O que você pensa nesse momento? E quando é com alguém que você gosta muito?

Lembrar que sempre temos que pensar positivo, tendo fé que é a confiança em Deus e usar a prece para nos ligar a Ele.

Quando pedimos algo, temos que acreditar que vamos conseguir, pois se não, não seremos atendidos porque não depositamos confiança no Pai.


Lembrar as passagens de Jesus:

*Jesus fez um homem paralítico andar.

*Jesus fez um homem cego enxergar.

Por que eles ficaram bons? Por que acreditaram e tiveram fé em Jesus.



*O por que das atribulações.

Pontos a serem analisados:

Explicar que Deus não castiga. Nós é que nos castigamos, porque escolhemos sofrer. Como?

EX: João na vida anterior, ao invés de beber água e sucos, preferia bebidas que não faziam bem a saúde. Isso que ele fazia prejudicou mais que órgão do seu corpo humano? O fígado. Então é certo ficar por isso mesmo? Ele não cuidou do corpo que o Pai lhe deu perfeito. O que será preciso? Nascer de novo, ou seja, reencarnar. Quando João desencarnou, foi para o Mundo Espiritual e ficou muito triste com o que ele fez. Teve que estudar e trabalhar para poder estar preparado para voltar à Terra e pagar pelo que ele fez.

Então João reencarnou. Só que desta vez no corpo feminino, se chama agora Laura. Ela só bebia sucos e água. Mas em um dia da sua existência começou a sentir mal do fígado, tudo o que comia, se sentia mal. Laura teve uma doença no fígado. Porque? O que o seu espírito fez ontem? Ela teve que passar por isso para aprender a cuidar do corpo que o Pai emprestou. Laura desencarnou e pagou a sua dívida.


Ilustração: Soraia Mendes




DINÂMICA

NOME: O que escolho plantar?

MATERIAL: Bolinhas de papel crepon, representando as sementes. Envelopes com desenhos de frutas e legumes dentro (doces e amargas). Nas doces, escrever atitudes boas e nas amargas atitudes ruins.

Um cartaz com terra desenhada.

Explicar que o fruto amargo não é bom de se plantar, porque quando a semente virar árvore, irá se colher algo amargo. Assim é a nossa existência, temos que plantar só frutos docinhos para colhermos só coisas boas.

DESENVOLVIMENTO: Um aluno de cada vez, sorteia um envelope. Se for um fruto amargo, ler a atitude que está escrito atrás dele (o fruto) e conversar com eles perguntando se mais à frente vai ser bom. Se eles querem plantar isso em sua existência.

Plantar somente os frutos bons e docinhos.

OBS: Se um aluno escolher um envelope que tem o fruto bom, ele vai dizer se mais à frente ele terá alegrias e vai colar a sementinha (bolinha de papel crepom ) na Terra.

Conclusão: Podemos escolher o que plantar, mas não o que colher.




*Como encontrar paz diante do sofrimento.

Pontos a serem analisados:

O que é um remédio? Quando se precisa tomar? Estamos aqui só para ter alegrias? O que se vê na TV? Só coisas boas? Deixar que relatem.

-Mas tem remédio para sofrimento? Jesus trouxe o “remédio” para os males da tristeza, do desânimo, da falta de fé, mágoa, rancor, preguiça, má vontade, e outros, o remédio que Jesus trouxe para esses males estão na fé em Deus, no otimismo, na coragem e paciência para vencer dificuldades.

Qual o remédio para as coisas ruins? Deixar que percebam que é a oração.

-Sabem onde encontram esses medicamentos? No evangelho. Os que não ouvem e não praticam seus ensinamentos, mais cedo ou mais tarde os sofrimentos os alcançam, mas para quem os pratica a recompensa é paz, harmonia e felicidade.

- Esclarecer que em diversas ocasiões do nosso dia-a-dia precisamos mostrar confiança em Deus para nos guiarmos inclusive nos momentos difíceis, pois necessitamos carregar nossa própria cruz, com aceitação e perseverança, em busca que estamos de nossa evolução espiritual.

Posso carregar o sofrimento do outro? Não, cada um tem sua própria cruz.



-O sofrimento nos leva a reflexão e ao amadurecimento.

EX: Paulo vivia uma vida de luxo, nada lhe faltava, não ajudava ninguém, tinha o nariz em pé. Um dia caiu uma chuva forte e encheu a casa de Paulo. Ele perdeu tudo o que tinha de material, só ficou com a roupa que vestia. Teve que recomeçar a vida. Viu que precisava das pessoas. Foi uma lição para que ele se melhorasse e ajudasse mais as pessoas. Teve que parar e pensar no que ele fez de errado.


-A oração: O pão do espírito.

Assim como: tomar banho, escovar os dentes, pentear os cabelos... Deve se tornar um hábito no nosso dia-a-dia, a oração também deve se fazer presente. A oração é como se fosse o alimento que está nos fazendo falta.




Fazê-los Entender o que é a vida futura.

EX:

No passado o ser foi um médico. Só que cobrava muito caro por seus tratamentos, mesmo para aqueles que viviam na pobreza.

Na vida presente é um caipira, nascido no interior e sem condições financeiras.

E a vida futura? Deixar que tentem descobrir por que está com um ponto de interrogação.

Levá-los a concluir que :

A vida presente é o fruto do que ele plantou ontem, tendo que experimentar a pobreza, já que não auxiliou e pensou só em si mesmo.

E a vida futura? Vai depender do hoje. O que estamos plantando para a nossa vida futura? Se algo bom, colheremos coisas boas. Se algo ruím, sofreremos as consequências.


By Soraia Mendes.


segunda-feira, 12 de março de 2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Atributos de Deus.





Tema/ Conteúdo: Atributos de Deus.

Para melhor entendimento da natureza divina.


Motivação Inicial: Questionamento.

O que é para você ser bom? E ser justo?


Desenvolvimento da aula: Atributos de Deus.

Apresentar cada um dos atributos de Deus descritos em O Livro dos Espíritos, pergunta 13. Indagar: O o que é pra você ser eterno? Ouvir as respostas e em seguida ler as explicação dada pelos Espíritos. Fazer o mesmo com os outros atributos, dando oportunidade para que as crianças reflitam sobre o assunto.

Fixação: Debate pró e contra.

Dividir a turma em dois grupos. Um deles defenderá a idéia em que Deus é bom e justo, apresentando argumentos (a reencarnação, as leis da natureza, o ritmo do Universo...). O outro defenderá a idéia contrária (a existência de tanta doença, violência, pobreza...). Após alguns minutos, trocar os grupos de posição: o que era pró passa a ser contra e vic-versa.

Obs: Alertar as crianças que as doenças, a violência, a pobreza... não são criações de Deus , mas as conseqüências do mau uso que o homem faz da Criação Divina.


Enchendo a garrafa.

Mostrar duas garrafas d`água, uma cheia e outra vazia. Entregar uma garrafa cheia para uma criança.. Pedir que despeje na garrafa vazia que o evangelizador segura. Esperar alguns segundos. com todas as crianças
Fazer o mesmo com todas as crianças, ou seja, todos deverão colocar a água na garrafa vazia. Quando todas as crianças terminarem, perguntar o que elas concluíram da brincadeira... Esperar as respostas. Ir conduzindo o raciocínio de forma à concluírem que só conseguimos encher a garrafa bem devagar, um pouco de cada vez - de pouquinho, parando e esperando a água descer, observando enquanto a garrafa está cheia.
Concluir da seguinte maneira: "Nós também vamos conhecer Deus bem devagar, aos pouquinhos parando para refletir e pensar. Assim podemos conhecê-lo da melhor maneira que conseguimos entender".


Apostila: Evangelização Infanto-juvenil - Intermediário A - Editora Aliança.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Emmanuel fala sobre o carnaval.



Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.



É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.


Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.



Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.



Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.



Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.



É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.



Emmanuel


Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939 / Revista Internacional de Espiritismo, Janei
ro de 2001.