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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Vaidade





 O PINHEIRINHO VAIDOSO.

Era uma vez um pinheirinho bem verde. Verde como todos os pinheiros que se prezam. Só que este pinheirinho era lamentavelmente vaidoso. Não estava de forma alguma satisfeito com a aparência que Deus pareceu bem dar à maioria dos pinheiros.
Passava o dia a resmungar:
-Bolas! Não sei porque hei de ser assim cheio dessas folhas duras que mais parecem espinhos! E verde dessa maneira!...
Um dia, o pinheirinho foi mais longe e deixou escapar o desejo do seu jovem coração:


-Quem me dera ser de ouro! Ficaria em destaque e todas as pessoas olhariam para mim.


É até possível que batessem palmas...






Como se vê, sofria realmente da imodéstia, pois se lá no meio da floresta bem pouca gente passava, quem iria se preocupar em olhar para um pinheirinho daquele tamanho? Mas os vaidosos são assim mesmo,eles estão sempre preocupados com admiradores, mesmo que os tais não existam.


Mas deixemos de comentários e voltemos aos fatos. Logo na manhã seguinte, o pinheirinho acordou e nem pode reconhecer-se. Seus galhos haviam se transformados em belos ramos de ouro. Brilhava ao sol que nascia! Ele quase enloqueceu de alegria. E, como houvesse quem o aplaudisse, ele mesmo começou a bater palmas. Só não digo que saltou de felicidade, porque as raízes estavam firmes no chão.



-Mas... sempre um mas... mal chegou a noite, apareceram uns ladrões e lá se foram as folhas de ouro.


Como o pinheirinho chorou no dia seguinte.
 


Dava dó. Fungando e soluçando, fez outro pedido:


-Quem me dera ser, pelo menos, de vidro.


Assim o sol atravessaria meu tronco e faria brilhar “meus espinhos” ( ele sempre se referia assim) fazendo com que todos os pássaros e animais do bosque me admirassem.


Pois não é que seu desejo foi satisfeito mais uma vez?


No outro dia, amanheceu transparente e delicado como um bibelô.



Mas, mais uma vez, sua alegria durou pouco.


Começou uma ventania tão forte, que, em pouco tempo era uma vez um pinheirinho de vidro...


Assim sem folhas, humilhado e cheio de frio, o pinheirinho parece que entendeu:

 - Como fui tolo! Deus sabe o que faz. – E prometeu muito convicto:



- Se eu voltar a ser como antes, ficarei muito agradecido e passarei a ser um bom pinheirinho.


E assim aconteceu. Ele voltou a ser como os outros pinheiros. Passou a ser, porém uma arvorezinha muito simpática e sorridente.


Mesmo quando as outras árvores riam do seu tamanho e dos grandes fracassos que havia sofrido, ele não se zangava. Dizia humildemente: - Aprendi a lição e isso vale a pena.


Assim corriam os dias tranqüilos no bosque, até que chegou o Natal. Todos eles ficaram pensando que alguém os viria buscar para transformá-los em árvores de Natal. Todos, não. O nosso pinheirinho parece que estava mesmo imunizado contra a vaidade e qualquer tipo de pretensão. Lá no seu canto, pensava:


-Sou tão pequeno... acho que ninguém vai me escolher...


Foi justamente o contrário. Exatamente naquela tarde, chegaram várias crianças e um homem. Corriam de um lado para outro, examinando as árvores.


- Olha, papai, que pinheiro bonito! – disse um dos meninos, mostrando uma árvore enorme. E é bom que eu diga que ela ficou maior quando ouviu isso.


- Não Pedrinho. Essa é grande demais para a nossa casa. Vamos ver se encontramos outra menor.


-Achei, papai – gritou Ana Maria. – Não é engraçadinho? Até parece que ele está rindo pra gente...


E foi assim que o pinheirinho virou árvore de Natal. O homem pegou um machado, cortou-o com cuidado e o colocou numa camionete. Doeu o golpe do machado e os solavancos dentro da carroceria davam medo, principalmente porque o pinheirinho nunca havia saído do seu tranqüilo bosque. Mas, ele estava suportando essas coisas valentemente, sem gemidos e reclamações, pensando que isso estava acontecendo para que ele pudesse ser útil.


Agora, ele sabia porque havia sido feito assim.


A sua maneira de ser, ajudava a segurar os enfeites e, principalmente, os flocos de algodão que imitavam a neve.


Que bom descobrir isso! Era como se ele houvesse recebido um lindo presente de Natal.


E lá com o seu aquecido coração de pinheiro feliz, pensava:


“Foi bom eu ter passado pela aflição, para chegar a conhecer essa alegria de hoje...Que todas as pessoas possam reconhecer que Deus tem um plano para cada criatura... Só Ele sabe porque as coisas nos acontecem...


E assim o pinheirinho que

fora problema, drama, tragédia,

no meio da floresta,

passou a ser um motivo de alegria,

uma bênção de Deus no

dia da Sua festa.

A festa que faz dar presentes,

Porque lembra o presente sem igual:

O nascimento do Senhor Jesus,

Que Deus mandou ao mundo no Natal!
 

 Myrtes Mathias

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Jesus cura dez leprosos.



     Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe e gritaram: 

     —Jesus, Mestre, tenha pena de nós!

     Jesus os viu e disse: —Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês. Quando iam pelo caminho, eles foram curados.

      E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta.

     Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu.
 


    Jesus disse: 

    —Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove?
Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus?

    E Jesus disse a ele: 
    —Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

2ª Revelação: Jesus.







REFLEXÃO

"Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o Agricultor."


João, 15:1


Tema/ Conteúdo: 2ª Revelação/ Jesus, nosso Mestre e Irmão.

    Salientar o caráter humano de Jesus, diferenciando-o de Deus.


Motivação Inicial: Questionamento.

    Vocês estão na escola e já passaram por várias classes. Quem toma conta de cada classe? E quem coordena todos os professores?

Desenvolvimento da Aula






Dica

    Fixar cartazes pela sala com as seguintes frases: A lição da humildade, a lição do trabalho, a lição da obediência, a lição do amor, a lição da caridade, a lição do perdão. Durante a narração da história, ao falar das ações de Jesus, perguntar às crianças à qual lição a que se refere.


Apostila de Evangelização Infanto-Juvenil de 10 a 11 anos - Intermediário A. Editora Aliança

domingo, 7 de outubro de 2012

O Centro Espírita

 


O que é um Centro Espírita?



É uma casa de oração onde acolhe tanto encarnados como irmãos desencarnados necessitados de auxílio. Aquele que tiver merecimento receberá.



   A Doutrina Espírita  é o Consolador prometido por Jesus e veio para nos esclarecer e consolar, com base na Doutrina codificada por Allan Kardec.



 

 Procurar saber a Origem e significado do nome do Grupo Espírita que você frequenta.



 Quais as atividades em uma Casa Espírita?



         Palestra, Passe, Desobsessão, Evangelização Infantil, Cirurgia Espiritual (há casas que possuem) Doutrinação, livraria, estudo da mediunidade...

        

E também o trabalho dos Mentores, pois os médiuns são apenas um instrumento nas mãos dos espíritos.




 Quem administra o Grupo Espírita?


         O Presidente, o Vice-Presidente e os Diretores de Departamento, que fazem parte da Diretoria do Grupo Espírita, que são eleitos pelos associados.





    Quem trabalha na Casa Espírita? 

 Os médiuns, pessoas voluntárias, trabalhadores anônimos, os mentores...
Nenhum encarnado recebe dinheiro, não é um trabalho remunerado, pois nada é por acaso, um médium de trabalho veio para desempenhar determinada função por estar comprometido com ela. É seu Dever.
 Para cada setor existe uma Equipe Espiritual. Nunca estamos sós.


Importância do Estudo da Doutrina Espírita. 

A Doutrina é muito esclarecedora, ela nos ensina entre tantas coisas, que nada é por acaso, que a vida continua além do corpo físico, que temos um perispírito, que somos espíritos em busaca da evolução e que a encarnação não é um "parque de diversões", que não estamos aqui para "aproveitar a vida".

É importante conhecer e estudar o Espiritismo para entendê-lo e poder viver seus ensinamentos. Além de nos preparar para a Vida Futura, pois o que fazemos hoje, receberemos amanhã.




Trecho do Livro  "Violetas na Janela", em que Patrícia nos conta o outro lado, ou seja, além do que os nossos olhos materiais não conseguem ver, sobre tudo o que acontece no Centro Espírita no momento de uma reunião de desobssessão, onde são doutrinados os irmãos desencarnados.





"...Quando estava para começar a reunião, Maurício (amigo) veio me buscar e fomos para o salão. Ficamos na parte direita de quem entra e sentamos. Este espaço é reservado a visitantes desencarnados. Sentamos em cadeira plasmada acima do solo material e não nas cadeiras dos encarnados... Havia muitos desencarnados, trabalhadores, visitantes como eu e os que iam ser orientados e socorridos. Estes últimos formavam filas que os trabalhadores do Centro organizavam para que tudo saísse a contento.



Após a oração iniciou-se a doutrinação dos desencarnados. Apagaram as luzes para facilitar a concentração, evitando distrações visuais, proporcionando assim as projeções mentais que iriam agir com mais facilidade no mundo astral.

Encarnada sempre gostei de prestar atenção nas doutrinações aos desencarnados. Cada desencarnado tem sua história e algumas bem interessantes. Agora, vendo a orientação, o socorro do lado de cá, gostei mais ainda, é bem mais fascinante. Mas vendo tantos mutilados, muitos com sinais de torturas, fiquei um pouco apreensiva. Era um grupo que foi libertado do Umbral pelo trabalhadores do Centro, onde estavam presos como escravos. Alguns encontravam-se abobalhados, observei e senti dó. Maurício me disse baixinho:

—Patrícia, nada é injusto. Colhemos o que plantamos. A reação é de conformidade com a ação. Pelo menos dois destes espíritos devem falar pela incorporação um pouco de suas vidas. Verá que ignoravam os ensinamentos de Jesus. Viveram encarnados para o gozo, para a matéria e prejudicando o próximo... fazendo mal a irmãos por dinheiro. Usaram de desencarnados como empregados, estes os serviram, depois foi a vez de eles os servirem. Todos vão ser socorridos, curados e levados para recuperação ao hospital da Colônia.

Muitos dos necessitados seriam incorporados, entre eles muitos não sabiam que desencarnaram. Normalmente, comparando seus estados, o desencarnado com o encarnado, compreendem que o corpo físico morreu. Quando nós desencarnados chegamos perto de um encarnado, nota-se logo a diferença, a não ser que estejamos completamente iludidos e, não querendo aceitar a realidade, fingimos não perceber. Comparando-me com um encarnado, sinto-me leve, solta, o perispírito é um corpo muito mais delicado e sutil que o material.


               ... As doutrinações começaram.

Dois do grupo de escravos que tanto me impressionou foram os primeiros a receber ajuda pela incorporação. De fato, falaram um pouco de si. Fizeram maldades, tendo oportunidades não fizeram o Bem nem a outros e nem a si mesmos. Este Bem a si mesmo é que tiveram oportunidade de aprender, instruir-se moralmente e religiosamente e não o fizeram. Viveram encarnados sem se preocupar com a desencarnação. Sem pensar que fossem obrigados a colher do que plantaram. Todos do grupo tiveram os perispíritos recuperados, curados, e ficaram numa outra fila para serem levados para a Colônia.


Fiquei mais aliviada ao vê-los já sem sofrimento, desejei de coração que se recuperassem espiritualmente. Que a dor tivesse conseguido ensiná-los e que se voltassem realmente a Deus e se afastassem do mal.


Foram também socorridos muitos espíritos que estavam com o perispírito lesado, necessitavam se harmonizar. Estes lesados eram os que se sentiam como encarnados com todas as suas doenças. A impressão é forte, o não entendimento da desencarnação faz que continuem doentes. Outros, o remorso destrutivo levou a lesar o perispírito...


...Um homem desencarnado, que estava na fila para receber orientação, me chamou atenção. Estava imóvel, duro, sem se mover. Ao ser colocado perto de um médium, recebeu de um dos trabalhadores desencarnados uma carga magnética e também sentiu o calor do corpo físico. Sentia dores por todo o corpo, devagar, conseguiu mover alguns músculos. Alegrou-se por se mover, com ajuda do orientador encarnado conseguiu responder sua saudação.

—Boa noite!...

Vencendo as dificuldades, foi conseguindo falar. Quando encarnado foi orgulhoso, senhor de muitos bens, sua vontade era lei. Cometeu muitos erros. Gostava muito de si mesmo, de sua imagem, era forte e arrogante. Mandou fazer uma estátua sua. Realmente o artista a esculpiu muito bem. A estátua ficou linda. Foi colocada em uma praça para ele ser lembrado do benfeitor que foi. Porém, sempre há um porém, a morte veio destruir seus sonhos e ilusões. Desencarnou por um infarto. Não se conformou, queria estar encarnado. Inimigos o perseguiram por anos, aos poucos, foram abandonando-o. Mas o tempo passou e tudo mudou, sua casa, suas terras. Só a estátua continuava lá. E perto dela foi ficando, até que fez dela seu escudo, como se fosse seu corpo. Colou-se a ela. Sentiu seu corpo endurecer e não conseguiu mover-se mais e nem falar. Só escutava e via o que estava à sua frente. Fazia sessenta anos que desencarnara.

O orientador pediu para ele rogar perdão ao Pai e que fizesse um propósito de viver conforme as lições do Mestre Jesus. Ele o fez. Estava sendo sincero. A dor lhe cansou e não tinha mais nenhuma razão para ter orgulho.

Foi caminhando, embora apoiado por um socorrista, à fila que iria para a Colônia. Também iria para um hospital. Chorava, suas lágrimas corriam abundantes fazendo-lhe bem.

O orgulho e a arrogância são duas chagas que acabam por sangrar, trazendo muitos sofrimentos.
 
Com grandes proveitos encerraram-se as doutrinações. Todos os socorridos foram conduzidos ao aeróbus para serem transportados à Colônia. Este fato acontece na maioria dos Centros Espíritas. Mas pode ser que socorridos sejam levados a Postos de Socorro e, em outros Centros, podem ficar em locais de amparo, socorro, pequenos hospitais nos Centros mesmo.

Foi feita a Oração de Cáritas e de encerramento. Os trabalhadores desencarnados do local jogaram fluidos, energias benéficas sobre os presentes. 

Estes fluidos, energias, são maravilhosos. Muitos desencarnados choraram emocionados. Parece uma chuva fininha colorida que cai do teto, iluminando suavemente o local, o aroma é agradável. Concentrei-me e abri meu coração, quis receber. Por segundos senti-me molhada, senti a luz entrando nos meus poros, é uma alegria indescritível.


A reunião terminou, acenderam as luzes. Os encarnados conversaram amigavelmente...

Saíram todos, os encarnados apagaram as luzes e fecharam o local. Mas não ficou escuro no Plano Astral. O trabalho continuaria por muitas horas..."